Tuesday, March 18, 2008

Distansia

Otcha bu na djubim

Bu udjus intchim de mar

Nã alma seku kã

Suma son de siko

Suma sol di mis di Abril.

Na ki di tardi bu nenin forti

Bu perta bu kurpu ku di mi.

Sangi  rapian nha kurpu

na ki ora

bu katem  ba fala.

ma bu na dispidim ba

na ki ora

na ki dia

na um mandrugada entre tchuba ku bento

nsikidu na pêra bom noba.

Na ki ora

Na ki dia

Bas di sérenu no na serena

No abrasan

Bu dã beiju kinti, bu beiju kinti  dimas

Bu fala ami i kindon kandan na bo krérensa

Ami ku bu rapaz

Nã Alma i bu alma

Na mal ou na bem

Ami ku bo mundo

Nada ka pundi distansianu.

I aos ndéu…

            Autoria
Ismael Hipólito Djata

Posted by Ismael H. Djata at 15:57:59 | Permalink | Comments (1) »

OH MEU DEUS!

Oh meu Deus!

Eu sou a minha poesia!
A minha poesia sou eu,
Porque deste mundo
                 será que mereço tê-lo?
                            um mundo de tristeza,
                                         um mundo de horror,
                           um mundo de mágoas e de suor,
               de tanta pena e sofreguidão sem fim
no tempo que me julga infortunado!
Oh! Meu Senhor!
                   O meu poema sou, eu!
                       quando escuto as aves belas a cantar,
                                 choro a soluçando
 que o mundo é sempre o mundo,
                                                     cada vez que oiço a natureza apregoar,
                                        é aquela voz de sempre…
                                 me condena antes de tudo,
                       a luta é a agora
quando que a esperança me saúda,
                  A tristeza que me bate a porta!….
   Autoria:Ismael Hipólito Djata


 

Posted by Ismael H. Djata at 15:05:44 | Permalink | Comments (1) »

Monday, March 17, 2008

OS TEUS OLHOS

Os teus olhos
 Vi nos teus olhos um fulgor
Nesta luz do dia
Um brilho nos teus olhos
Era o cintilar do céu nos teus olhos
Uma ternura 
Uma doçura   
Que Porfiou a cor do mar
Os teus olhos são azuis-claros.
Vi a pureza do teu sorriso
É como um véu duma noiva
Que Cheira o perfume das rosas
E me Deixou na volúpia de alegria.
Os teus olhos formosos
O teu sorriso nítido e cristalino
O teu corpo feminino é uma obra-prima.
Mais do que uma hora
Mais do que duas horas
Fiquei a contemplar os teus olhos
Os teus olhos falam silenciosos
Os teus olhos são azuis-claros.
O teu corpo é áureo gracioso
Como estrela cadente na noite de lua cheia…
O teu corpo balanceia como a onda do mar 
O teu andar gracejador é como duma gazela
Que em Cada situação é um começo.
Que me barra a melancolia.
       Autoria
Ismael Hipólito Djata

Posted by Ismael H. Djata at 15:46:08 | Permalink | Comments (1) »

NÃO TE AMO

 
Não te amo!
Só anseio de te ter
E sentir o cheiro da tua natureza
E tu afogando na minha pureza
Não te amo só te quero ter.
Deixa o amor marear
Talvez arrancas uma certeza
Que nos meus abraços vejo te ecoar
Os teus olhares são doces de ver incerteza.
O amor é um parque de estacionamento
Onde que ninguém é de ninguém, lamento.
Eu só quero te ter.

Não te amo!
Porque não me apeteceu
Mulher perfeita de corpo nítido e macio.
Só eu sei porque deste silêncio,
A tua boca é, é, é, é….
A minha alma é sigilosa
Até a mim, mesmo…
Mas, carrega o céu de flores
Só p´ra te dizer que eu te amo…
                                                           Autoria
                                                   Ismael Hipólito Djata
Posted by Ismael H. Djata at 15:43:38 | Permalink | No Comments »

MINHA QUERIDA

MINHA QUERIDA

Na verdade
És minha querida
De ti só lembrança,
Que perpétua a minha esperança.

Oh,… Não existe igual a ti
Só a ti que me da prazer,
O teu corpo me faz renascer,
Oh!… Querida, minha querida…

O teu nome é mais lindo do universo
Que nunca encontrei me numa atmosfera
A sua voz amena mais do que bater do sino
Que jamais sente me numa igreja.


            Autoria
Ismael Hipólito Djata 

Posted by Ismael H. Djata at 15:41:28 | Permalink | Comments (1) »

AS PALAVRAS

As Palavras
As palavras choram
    Quando agente ri
              Nunca pensei
                      Se isso que seria o meu preço
                                  Quando falo contigo não sou fulano
                                            Estou e vendo, orgulho a acabar com o nosso amor
As palavras chegam controversas
                        As palavras partem na ingratidão
                                As palavras não são mais voluptuosas
                                             As palavras sem vírgulas
                                                          As palavras sem pontuações
                                                                             As palavras não interrogam.
Mas, as palavras fazem do amor, o amor!
                       As palavras são atrevidas
                                Vem sem pudor… as palavras…
                                                 As palavras são cona e pénis
                                                             Numa bela loucura amofinaste.
Quando as palavras não falam
                      As palavras não mentem
                                     Emudecem as nossas risadas
                                                   Os nossos olhos não se falam
                                           E nem os nossos ossos de saudade…
       Autoria
Ismael Hipólito Djata
Posted by Ismael H. Djata at 15:39:29 | Permalink | No Comments »

ATÉ QUANDO

ATÉ QUANDO

Não chores,

Você que esta chorando
A mulher África não chora,
Aperte o teu peito com o lenço,
P´ra que a terra enxuga as tuas lágrimas
Pira que o coração não grite,
Porque os teus soluços faz tremer o mundo,
És a nossa virtude
És a nossa companheira
És o nosso monumento
Vi os teus filhos esparsos por gente fora
Os teus netos não têm raça, nem cor…
Vi em ti os orvalhos de dor,
Que nem alegria pode sanear,
Você que esta chorando
Eu choro as tuas laceras,
Eu te rogo
Porque em cada lágrimas que cai nesta terra,
É uns dos nossos irmãos que sepultamos,
Não chore!
Pois, não é a hora chorar…
O caminho não tem a distância
Quero ver a tua focinheira
Aquela cara “di minino di kriason”
Vem!
A tua alma é um alinhamento da pintura
Os teus passos são compasso da poesia de Ismael
O teu corpo feminino me contorna alma poética.
É a natureza do meu país
Minha África, África africana.

 

                                    Autoria
                        Ismael Hipólito Djata
Posted by Ismael H. Djata at 15:37:10 | Permalink | Comments (1) »

QUANDO EU ERA CRIANÇA

 

Quando eu era criança
Tão pequenino a minha fantasia,
O sonho de todas crianças.
Eu e a minha infância
A nossa utopia era o meu sonho
O sonho de ser o marinheiro
                Que rompe água do destino
E cartar com as ondas do oceano.
O sonho de ser o piloto
                               Que paira na horizonte
Como se fosse um pássaro.
O sonho de ser o doutor
P´ra Sarar as magoara
E cicatrizar as tristezas.
O sonho de ser o poeta
Declamando versos em canto
Versos que traz a paz e harmonia.
O sonho de ser o pintor
Harmonizar com a natureza
E sentir o encanto no meu canto
Que a vida me conceda a liberdade.
Quando eu era criança
Brincava com os meus irmãos
 Lutávamos, mas sabíamos fazer as pazes
Corríamos os arcos e os pneus velhos
Construíamos carros de Aramis.
Hoje as crianças não sonham
Não brincam
Não construem.
Quando eu era pequenino
Todo que amava era o pôr-do-sol
Onde fico a aguardar o meu amor  
Naquela casa de folhas de árvore
 Beijavamos escondidos
E fazíamos sexo só com as palavras.
Hoje as crianças não têm gosto
Não sabem esperar o tempo
Não beijam escusos.
Hoje cresci, sou uma alma gaivota
 Quem me dera ente uma criança
Como que o tempo permuta tão impetuoso
De tudo que me resta é saudade daquela infância.
               
            
 
Autoria:
 Ismael Hip
ólito Djata

Posted by Ismael H. Djata at 15:33:36 | Permalink | Comments (1) »

Criança no Meio da rua

  Criança no Meio da rua

Encontrei no meio da rua
Encontrei a chorar sem lágrimas,
Encontrei a viver sem sentir,
Encontrei a sonhar sem amar
Encontrei a gritar sem voz
Encontrei e a perder esmola sem fome,
Encontrei na tua boca cheia de restos de comidas.

Encontrei a sangrar de tristeza
        Encontrei a dormir no chão sem sono
           Encontrei nos teus olhos a esperança que não achastes
                Enfim: temos o mesmo destino perdido.
                              
      Peço-te á Deus que dê nos louvores
                                     Nesta pátria deplorável e estimulado.

                                                  Autoria

                                       Ismael Hipólito Djata  

Posted by Ismael H. Djata at 15:31:14 | Permalink | Comments (2)

 Diz-me se tudo valeu a pena
Quando o telefone toca desligas
Soltas vozeiradas que nunca ouvi de te
Deixas o calafrio inócuo ao meu corpo.

Diz-me se tudo valeu a pena
Os tais desejos mórbidos sobre ela,
As lágrimas que coroavas em cima do lençol
Ali brotou as noites ocas, ocas e ocas

Diz-me se tudo valeu a pena
E hoje onde estás e eu?
Eu sei e não sei, só a solidão sabe
Cada um no seu recanto sob o seu tecto.

Diz-me se tudo valeu a pena
Já não há sonhos nem rastos
Só corações palpitando paulatinamente
Deixam me passar, vou chorar sem querer.

 
Diz-me se tudo valeu a pena
Ela, ela já nasceu e cresceu e hoje, uma flor
Nunca pensei se seria o meu preço
Vejo, inesperadamente orgulho a extinguir o nosso amor.
 
Já que não sou ninguém por te
Vou me embora, vou com a minha dor.



                                        Autoria
                                                  Ismael Hipólito Djata

Posted by Ismael H. Djata at 15:29:05 | Permalink | Comments (1) »